Uma pesquisa realizada pela Quaest e divulgada nesta quinta-feira (30) revela um empate técnico entre cinco candidatos nas duas vagas disponíveis para o Senado no Rio Grande do Sul. Manuela D’Ávila, representando o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), lidera numericamente com 12%, mas está tecnicamente empatada com Germano Rigotto, Paulo Pimenta, Marcel van Hattem e Ubiratan Sanderson, devido à margem de erro.
Os candidatos Germano Rigotto, do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), e Paulo Pimenta, do PT (Partido dos Trabalhadores), possuem 9% cada um. Marcel van Hattem, do Novo, aparece com 7%, enquanto Ubiratan Sanderson, do PL (Partido Liberal), contabiliza 6%.
A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos. Com os percentuais se sobrepondo entre os cinco primeiros candidatos, não é possível identificar um líder claro na disputa.
Os entrevistados tiveram a oportunidade de escolher dois nomes, uma vez que duas vagas estão em jogo. O percentual combinado dos candidatos corresponde à média dos resultados obtidos nas primeiras e segundas escolhas.
Frederico Antunes, do PSD (Partido Social Democrático), junto a Luciano do MLB e Tania Peres da UP (Unidade Popular), obteve 1% cada. Já Daniela Maidana da Silva e Regis Ethur, ambos do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), Milton Cardoso do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) e Renato Jaguarão do Cidadania não atingiram 1%.
O número de eleitores indecisos alcança 39%. Além disso, 15% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular seu voto.
Primeiro e segundo votos
Na primeira escolha para o Senado, Manuela D’Ávila aparece com 15% das intenções de voto. Marcel van Hattem registra 12%, enquanto Germano Rigotto tem 11%, Paulo Pimenta soma 10% e Ubiratan Sanderson contabiliza 6%.
Entre os eleitores que ainda não decidiram seu voto para essa primeira escolha, a taxa de indecisos é de 30%. Outros 12% mencionaram que votarão em branco ou anularão o voto.
<pAo analisar a segunda escolha, Manuela D’Ávila possui 9%. Germano Rigotto, Paulo Pimenta e Ubiratan Sanderson têm cada um 7%, enquanto Marcel van Hattem atinge apenas 3%, e Frederico Antunes marca 2%.
Neste contexto da segunda escolha, os indecisos representam 45%. Os que optam por votar em branco ou não pretendem votar totalizam 17%.
Voto ainda pode mudar
Dentre os entrevistados que já manifestaram preferência para o Senado, uma parcela significativa de 62% afirmou que sua escolha ainda pode ser alterada até o dia da eleição. Em contrapartida, 34% disseram que seu voto é definitivo e apenas 4% não souberam ou preferiram não responder.
Entre aqueles que apoiam Manuela D’Ávila, somente 47% consideram sua escolha como definitiva; já entre os apoiadores de Germano Rigotto esse percentual é de 35%, enquanto entre os eleitores de Paulo Pimenta chega a 56%. Para Van Hattem e Sanderson, a taxa é bem mais alta: 64% afirmam que sua posição é final.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e executada pela Quaest entre os dias 24 e 28 de julho. No total, foram entrevistadas presencialmente 1.104 pessoas com idade igual ou superior a 16 anos no Rio Grande do Sul.
Com um nível de confiança estabelecido em 95%, o levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número RS-04790/2026.
