A 44ª Olimpíada de Xadrez da Federação Internacional de Xadrez (FIDE), realizada em agosto na cidade de Chennai, na Índia, foi a edição recordista de delegações participantes. No total, 188 países participaram na modalidade aberta.

Para a ex-jogadora de xadrez e médica pediatra, Paula Fernanda Delai, o evento, realizado a cada dois anos, teve algumas particularidades que o tornaram ainda mais interessantes do que somente as partidas, que já são um espetáculo à parte.

Uma curiosidade, segundo Paula Delai, foi a troca de cidade para sediar o evento, fazendo com que a definição ocorresse meio que de última hora. “Esta edição de 2022 deveria ocorrer em Moscou, o que foi impossibilitado devido às restrições impostas da UE contra Rússia, devido a conflito armado na Ucrânia. Em 2020, estava marcado para ser realizado em Minsk mas houve o cancelamento por rebelião política na Bielorrússia. Então houve uma sequência de competições de xadrez online, culminando com essa edição presencial”, relata a médica e ex-jogadora.

A última Olimpíada de Xadrez presencial, a 43ª edição, foi realizada em 2018 na capital da Geórgia, Batumi. Por conta da Pandemia da Covid-19, o evento precisou ser adiado. “Desde o momento em que a FIDE decidiu cancelar o evento em Moscou, até a candidatura da Índia, eleição e confirmação de Chennai como sede, foi tudo muito rápido. Os organizadores indianos se propuseram preparar uma Olimpíada em apenas quatro meses, o que foi um feito histórico”, ressalta Paula Fernanda Delai, que devido à sua experiência em diversos campeonatos, sabe da complexidade que é organizar esse megaevento esportivo, principalmente em termos de estrutura fisica.

O local das competições foi o Four Points do Sheraton Mahabalipuram Resort & Convention Center, a 60 quilômetros ao sul do centro da cidade de Chennai. Ele está localizado em Mamallapuram, que é conhecido por seus monumentos hindus dos séculos VII e VIII, que também é Patrimônio Mundial da UNESCO.