Três indivíduos são acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul pela tragédia da família Aguiar em Cachoeirinha

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) formalizou a denúncia contra três indivíduos em relação ao desaparecimento e assassinato de membros da família Aguiar, em Cachoeirinha. A acusação foi protocolada nesta segunda-feira (4) e abrange dois casos de feminicídio, um homicídio qualificado, três ocorrências de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa e outros crimes.

As vítimas incluem Silvana Germann de Aguiar, com 48 anos, seu pai Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e sua mãe Dalmira Germann de Aguiar, que tinha 70 anos. Até o momento, os corpos não foram encontrados.

Segundo a denúncia, Silvana foi assassinada em sua residência no bairro Parque Granja Esperança na noite de 24 de janeiro. O crime foi classificado como feminicídio devido ao contexto de violência doméstica e familiar.

No dia seguinte ao assassinato de Silvana, seus pais foram atraídos por mensagens e chamadas fraudulentas que simulavam serem da filha. Eles foram mortos em diferentes locais dentro de Cachoeirinha.

Motivação identificada

A denúncia sugere que os crimes estão ligados a desavenças sobre a guarda e convivência do filho de Silvana com o policial militar acusado.

O MP-RS também aponta que os crimes ocorreram devido à insatisfação do autor com as restrições impostas pela vítima.

Segundo a promotoria, as mortes aconteceram de forma orquestrada, com a ocultação dos corpos e ações subsequentes para obstruir a investigação.

Identificação dos denunciados

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, enfrenta acusações que incluem dois feminicídios, um homicídio qualificado e três crimes de ocultação de cadáver. Além disso, ele é acusado de fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz.

A promotoria solicitou a perda do cargo público do policial e a proibição do exercício do poder familiar.

A parceira atual do PM também foi denunciada pela participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado. Ela é acusada ainda por ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho.

O irmão do policial é acusado por três crimes relacionados à ocultação de cadáveres, além de fraude processual e associação criminosa.

Outros envolvidos nas investigações

No que diz respeito a outras três pessoas indiciadas pela Polícia Civil, o MP-RS adotou uma abordagem distinta.

As mães tanto do PM quanto da sua atual companheira não foram denunciadas por associação criminosa; o MP-RS decidiu arquivar parcialmente essa acusação.

No entanto, a promotoria determinou uma investigação separada sobre possíveis fraudes processuais envolvendo as duas mães para considerar um eventual Acordo de Não Persecução Penal.

Relativamente a um amigo do casal, as acusações por fraude processual e associação criminosa foram arquivadas. O MP-RS determinou uma apuração separada sobre o possível falso testemunho desse indivíduo.

Contexto do caso

A última vez que Silvana foi vista foi no dia 24 de janeiro. Seus pais desapareceram no dia subsequente.

A situação começou a ser tratada como crime quando houve uma interrupção total na comunicação com os familiares e no funcionamento do pequeno mercado da família localizado na residência deles.

Cristiano está sob custódia preventiva desde fevereiro no BOE (Batalhão de Operações Especiais), localizado em Porto Alegre.

By Acontece em Canoas

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