Locação Integrativa de Estações deve dominar salões de beleza em 2026, aponta especialista

Modelo que combina infraestrutura completa, serviços compartilhados e flexibilidade operacional chega ao setor da beleza como tendência para aumentar lucratividade e reduzir custos administrativos e operacionais.

A Locação Integrativa de Estações de Trabalho avança com rapidez no mercado da beleza e promete se tornar o principal formato de operação dos salões em 2026. A proposta reúne infraestrutura completa, tecnologia, serviços compartilhados, padrão de qualidade e gestão descentralizada, permitindo que profissionais atuem com mais autonomia enquanto salões reduzem despesas e elevam a eficiência.

A transformação ocorre em um setor altamente competitivo. O Brasil possui 272.381 salões de beleza ativos, segundo dados públicos compilados pelo Poidata, e enfrenta desafios como informalidade, problemas de comissão,aumento de custos operacionais e impostos, dificuldade de retenção de profissionais e necessidade de modernização dos modelos tradicionais de gestão. É nesse contexto que o formato integrativo ganha força.

De acordo com Rafaela de la Lastra, especialista em gestão de salões de beleza, o crescimento do modelo é consequência direta das novas demandas do mercado. Ela explica que muitos profissionais desejam previsibilidade financeira, uma relação mais próxima e direta com o cliente, ou seja, a verdadeira autonomia, mas ainda precisam de uma estrutura sólida para trabalhar. A Locação Integrativa surge para equilibrar essas necessidades.

Rafaela destaca que, nesse formato, o salão oferece estações completas, equipadas com mobiliário, iluminação adequada, insumos compartilhados, orientação estratégica, tecnologia de agendamento e comanda, limpeza e manutenção. O profissional paga apenas pelo uso da estação de trabalho, sem arcar com custos altos de instalação ou compromissos de gerir um espaço completo.

Segundo ela, “a vantagem operacional é decisiva, pois essa metodologia reduz drasticamente os custos administrativos e torna a operação mais leve, moderna e escalável”, afirma Rafaela de la Lastra.

A flexibilidade é outro ponto que impulsiona a tendência. Os salões podem ajustar rapidamente o número de estações ocupadas, expandir ou até modificar o uso delas, visando garantir receita fixa adequada 12 meses do ano e melhor atender a clientela. Isso torna o negócio mais adaptável a mudanças de demanda, evitando a rotatividade de profissionais, reformas caras ou investimentos iniciais elevados.

A especialista também observa que o sistema incentiva ambientes colaborativos. Muitos espaços de Locação Integrativa contam com áreas comuns como recepção, salas de espera e estúdio de produção de conteúdo, criando oportunidades de networking entre profissionais e ampliando o fluxo de clientes dentro do próprio salão, o denominado efeito colmeia.

Além dos benefícios financeiros e operacionais, a tendência tem apelo sustentável. O compartilhamento de recursos otimiza o uso de energia, diminui obras desnecessárias e reduz desperdícios, alinhando o modelo às práticas de ESG que vêm ganhando relevância no setor.

A Locação Integrativa já atrai cabeleireiros, maquiadores, designers de sobrancelhas, nail designers e barbeiros. A expectativa é que a expansão do formato em 2026 seja ainda maior que 2025 – somente no segundo semestre mais de 100 espaços de beleza aderiram em diversos estados do Brasil, além de outros países, como Angola, Guiana Inglesa, EUA, Portugal e Itália, consolidando o modelo como o novo padrão para salões de todos os portes.

Para Rafaela de la Lastra, a mudança não é apenas tendência, mas uma evolução natural do setor. Ela afirma que a Locação Integrativa representa um caminho mais sustentável, lucrativo e alinhado à realidade dos profissionais autônomos da beleza, e que deve se tornar dominante nos próximos anos.

Ester Salles
21983678462
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By Acontece em Canoas

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