As expectativas do mercado financeiro em relação aos índices de inflação e, pela primeira vez desde março, à taxa básica de juros foram revisadas para baixo. O Boletim Focus, que foi divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC), aponta que a Selic deverá encerrar 2026 em 13,75%.
As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) e a cotação do dólar permanecem inalteradas há pelo menos cinco semanas, com estimativas de crescimento econômico em 1,99% e a moeda americana cotada a R$ 5,20.
No que diz respeito às previsões para 2027, houve uma queda nas expectativas tanto para o crescimento econômico quanto para a taxa de câmbio. Para o PIB, a previsão passou de 1,60% para 1,57%, enquanto o dólar foi ajustado de R$ 5,29 para R$ 5,28.
Taxa Selic
Na semana anterior, as projeções indicavam que a Selic encerraria o ano em 14%, um aumento de 0,25 ponto percentual em comparação com as novas estimativas do BC. A última vez que o boletim apontou uma expectativa de queda foi em março deste ano, quando a mediana da Selic baixou de 12,13% para 12%.
A taxa atual é de 14,25%, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) no dia 17 de junho. A expectativa é que haja ao menos uma redução na taxa até o final de 2026. A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 4 e 5 de agosto.
As previsões para os anos seguintes se mantiveram inalteradas: espera-se uma Selic de 12% em 2027 e de 10,5% em 2028.
Meta
O Banco Central utiliza a Selic como seu principal instrumento para atingir a meta de inflação.
Quando o Copom decide elevar a Selic, isso visa conter uma demanda aquecida que afeta os preços; juros mais altos tornam o crédito mais caro e incentivam a poupança. Assim, taxas elevadas podem dificultar o crescimento econômico.
Além disso, os bancos levam em conta outros aspectos ao determinar as taxas cobradas dos consumidores, como risco de inadimplência e custos administrativos.
Por outro lado, quando a Taxa Selic é diminuída, geralmente resulta na redução do custo do crédito, promovendo maior produção e consumo. Isso pode reduzir as pressões inflacionárias e estimular a economia.
Inflação
Pela quinta semana consecutiva, o mercado financeiro revisou suas expectativas sobre a inflação para 2026. Segundo informações do BC, espera-se que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, feche o ano em 5,03%.
Na semana anterior, as projeções estavam fixadas em uma inflação de 5,12% para este ano. Há quatro semanas atrás, essa expectativa era ainda maior: 5,30%. Para os anos seguintes, as previsões permanecem estáveis: IPCA projetado em 4,22% para 2027 e em 3,80% para 2028.
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