Nesta segunda-feira (13), o Ministério da Previdência Social anunciou uma mudança na liderança do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Ana Cristina Viana Silveira foi nomeada para a presidência do instituto, substituindo Gilberto Waller, que ocupou o cargo nos últimos 11 meses.
A nova presidente possui formação em direito e começou sua trajetória no INSS em 2003, atuando como analista do Seguro Social. Antes de sua recente nomeação, Ana Cristina exercia a função de secretária-executiva adjunta no Ministério da Previdência Social e também foi responsável pela presidência do Conselho de Recursos da Previdência Social entre abril de 2023 e fevereiro de 2026.
O ministério destacou que Ana Cristina terá como prioridade acelerar a análise de benefícios e tornar os processos internos mais simples. Durante sua gestão no conselho, a capacidade de avaliação dos pedidos dobrou, segundo informações da pasta.
<p.Em comunicado sobre a nova nomeação, o ministro Wolney Queiroz ressaltou que essa decisão representa o início de um novo ciclo para o INSS, enfatizando a importância de reduzir o tempo de espera e melhorar a qualidade do atendimento aos segurados.
Gilberto Waller assumiu a presidência do INSS no final de abril de 2025, após Alessandro Stefanutto deixar o cargo. Sua saída se dá em um contexto marcado pela Operação Sem Desconto da Polícia Federal, que investiga fraudes relacionadas a descontos associados aplicados a aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.
Fila do INSS
A troca na presidência ocorre em um momento crítico, com pressão governamental para diminuir a fila de espera do INSS. De acordo com informações divulgadas, membros do ministério e críticos da administração de Waller apontavam uma ênfase excessiva nas investigações internas e um estilo centralizador, clamando por uma maior atenção ao fluxo de análise dos benefícios.
Além disso, foi reportado que o número de pedidos em análise caiu para 2,7 milhões em março, representando uma redução de 334 mil solicitações em apenas um mês. O governo considera a diminuição desse estoque como uma das principais prioridades para a nova gestão.
