Confira sete passos para uma implementação bem-sucedida de IA agente, segundo a UiPath

Se 2024 foi o ano da IA generativa se espalhar pelo mundo rapidamente, com grandes organizações investindo, em média, 47,5 milhões de dólares na tecnologia (1), 2025 tem sido, sem dúvida, o ano da IA agente.

De acordo com uma pesquisa patrocinada (2) pela UiPath (NYSE: PATH), líder global em automação agente, a IA agente (agentic AI) chamou a atenção dos principais executivos: 37% deles já utilizam a tecnologia e 93% declararam alto interesse em seu valor. Entre os principais benefícios percebidos da IA agente estão melhor supervisão dos fluxos de trabalho empresariais (mencionada por 58% dos executivos), maior integração entre aplicações (53%) e automação aprimorada de fluxos de trabalho empresariais complexos (52%).

Mas, na avaliação da UiPath, para que a tecnologia realmente se consolide nas empresas, será preciso uma mudança cultural importante. “Para que a adoção da IA agente traga uma vantagem competitiva sustentável para as empresas, é preciso não só entender da tecnologia, mas principalmente de pessoas”, avalia Edgar Garcia, VP da UiPath para a América Latina. Segundo o executivo, a empresa sugere um roteiro de implementação que exige alinhamento estratégico, governança e adaptação cultural para aproveitar os agentes como parceiros confiáveis de trabalho. “Não será de uma hora para outra e nem a partir de uma imposição sem justificativa que os colaboradores deixarão de temer a nova tecnologia e conseguirão extrair o melhor da solução”, afirma. 

O roteiro sugerido pela UiPath inclui 7 passos:

1. Definir estratégia alinhada ao negócio

O objetivo é identificar casos de uso de alto valor em que os agentes possam gerar impacto mensurável sem introduzir riscos indevidos, priorizando cenários que proporcionem retorno sobre o investimento (ROI) no curto prazo e ofereçam potencial de escalabilidade no longo prazo. Também é importante mapear os fluxos de trabalho da IA Agente em alinhamento com os objetivos estratégicos, as realidades operacionais e o nível de prontidão cultural da organização.Estabelecer estrutura de agência controlada (“Controlled Agency”)

O foco está em garantir que os agentes atuem com autonomia, mas dentro de padrões empresariais rigorosos de segurança, governança, previsibilidade e desempenho. As implantações devem começar de forma altamente supervisionada, com intensa participação humana, e evoluir gradualmente para maior autonomia à medida que o desempenho e a confiança se consolidam. Cada caso de uso deve contar com proteções claras, métricas de sucesso bem definidas e protocolos de escalonamento que assegurem controle e confiabilidade em todas as etapas.

2. Integrar com sistemas e processos existentes

A proposta é adotar um caminho de integração, utilizando ferramentas low-code para conectar agentes a diferentes aplicativos empresariais sem demandar novas plataformas. “Também recomendamos que as empresas se mantenham abertas para redesenhar processos, garantindo que as ações dos agentes estejam sempre alinhadas às regras de governança, conformidade e aos objetivos do negócio”, destaca Garcia.

3. Construir um modelo de governança e supervisão

Na avaliação de Garcia, é fundamental criar equipes de governança multifuncionais que reúnam líderes de TI, operações, conformidade e negócios, com o objetivo de monitorar continuamente o desempenho, a ética e a segurança dos agentes. “Também recomendamos o uso de ferramentas avançadas de monitoramento e relatórios para garantir transparência e fortalecer a confiança em todo o ecossistema de agentes”, diz.

4. Preparar e aprimorar a força de trabalho (Upskill)

Estabelecer parcerias com as equipes de RH para desenvolver programas de treinamento que capacitem os funcionários a trabalhar de forma eficaz com agentes. O foco deve estar no aprimoramento de habilidades de maior valor, como análise, supervisão e tomada de decisão.

5. Pilotar, medir e escalar

Iniciar com um número reduzido de projetos-piloto de alto impacto, documentando as lições aprendidas e destacando as vitórias iniciais para refinar processos antes de ampliar a iniciativa. O propósito é ir além das simples provas de conceito e avançar rumo à verdadeira escalabilidade, que representa o maior desafio e também o maior potencial de valor.

6. Comprometer-se com a melhoria contínua

A orientação é gerenciar os agentes da mesma forma que se gerenciariam colaboradores humanos, adotando uma abordagem contínua de acompanhamento e evolução. Isso inclui revisar regularmente os dados de desempenho, ajustar fluxos de trabalho e incorporar novas integrações, garantindo que os agentes se desenvolvam em sintonia com as necessidades do negócio.

“Com este roteiro, fica claro que a adoção bem-sucedida da IA Agente tem como peça-chave a preparação das pessoas para trabalhar em conjunto com ela, cultivando uma cultura de confiança, aprendizado e experimentação”, finaliza o executivo.

Para mais informações sobre o tema, acesse o White Paper “Teaming up with AI: how agents will fuel enterprise transformation and reshape work”, disponível aqui

 

(1)Cognizant & Oxford Economics, Building momentum: The path to confident AI adoption, 2025, https://www.cognizant.com/us/en/aem-i/building-momentum-the-path-to-confident-ai-adoption 

(2) https://www.uipath.com/resources/automation-analystreports/agentic-ai-research-report

Sobre a UiPath

A UiPath (NYSE: PATH) tem a missão de aprimorar a geração de valor para que mais pessoas possam trabalhar de forma mais criativa, colaborativa e estratégica. A UiPath Business Automation Platform, com a tecnologia de IA, combina a solução líder de automação robótica de processos (RPA) com um conjunto completo de recursos para entender, automatizar e operar processos de ponta a ponta, oferecendo uma relação exclusiva de criação de valor. Para organizações que precisam evoluir para sobreviver e prosperar em tempos de grandes mudanças, a UiPath é The Foundation of Innovation™. Para mais informações, acesse www.uipath.com.

Luciana Santos Tardioli
11 973506928
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By Acontece em Canoas

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