Nesta terça-feira (2), o governo dos Estados Unidos revelou que irá implementar tarifas extras sobre produtos provenientes de 60 nações, incluindo o Brasil. Essa ação é resultado de uma investigação que concluiu que esses países não conseguiram proibir e monitorar a importação de mercadorias obtidas por meio de trabalho forçado.
Os Estados Unidos dividiram as tarifas em duas categorias. Na primeira, países que já possuem alguma restrição parcial ou que se comprometeram formalmente a adotar normas via acordos de comércio recíproco — como a União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador — enfrentarão uma sobretaxa de 10%.
Por outro lado, na segunda categoria, países como Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e Argentina sofrerão uma tarifa adicional de 12,5%.
De acordo com informações do G1, o Itamaraty prevê que, caso essas tarifas sejam aplicadas, elas terão um efeito cumulativo. Antes da implementação das medidas, haverá uma consulta pública necessária.
O relatório indicou que o Brasil carece de uma proibição legal eficaz contra produtos originados nessas condições. A postura do país foi considerada irracional e prejudicial para os negócios americanos.
Essa decisão está fundamentada em investigações relacionadas a práticas comerciais desleais sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974.
Esse mecanismo permite que os Estados Unidos realizem investigações e tomem medidas retaliatórias contra países cujas práticas comerciais ou regulatórias sejam contrárias aos interesses americanos.
Dessa forma, Trump busca reverter as tarifas emergenciais que haviam sido anuladas pela Suprema Corte em fevereiro.
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