Entre janeiro e abril de 2026, o Rio Grande do Sul contabilizou 45.461 novas vagas com registro em carteira, resultado de 594.978 admissões e 549.517 demissões ocorridas nesse período.
Os números foram divulgados na quinta-feira (28) pelo Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão vinculado ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
Ao comparar com os dados de 2025, observou-se uma redução nas contratações. No ano anterior, o estado havia registrado um total de 75.525 novas vagas formais, produto de 630.521 admissões e 554.996 demissões entre janeiro e abril.
Para o governo do Rio Grande do Sul, esses números demonstram uma manutenção estável na criação de empregos no estado, com variações mínimas em relação ao mês anterior, que contabilizou cerca de 46 mil postos formais acumulados até então.
Conforme análise do governo estadual, este comportamento é resultado das flutuações naturais das safras no Rio Grande do Sul, as quais impactam o ritmo das contratações ao longo do ano. A agropecuária, como previsto, apresentou um saldo negativo no último mês, com a perda de 3.120 empregos.
A expectativa é que haja uma estabilização nesse cenário no segundo semestre e um aumento significativo na criação de novos postos de trabalho.
Comparativo
O estado ocupa a quinta colocação entre as unidades da federação que apresentaram melhores saldos positivos no ano, ficando atrás apenas de São Paulo (202,4 mil), Minas Gerais (78,6 mil), Santa Catarina (63 mil) e Paraná (58,9 mil).
Na Região Sul, o estado se destacou ao garantir a segunda posição na geração de empregos a nível nacional, com um total de 167.330 novas vagas criadas. Essa classificação é liderada pela Região Sudeste, que registrou 331.442 postos formais.
Números de abril
No mês de abril, o Rio Grande do Sul observou um acréscimo de 1,54% no salário médio das admissões em comparação ao mesmo mês do ano passado, atingindo R$ 2.251,75. Com esse desempenho, o estado obteve os melhores resultados da Região Sul, enquanto os outros estados enfrentaram variações negativas entre março e abril.
Durante esse período, o Rio Grande do Sul registrou 134.569 admissões e 135.965 demissões, refletindo o movimento sazonal da economia gaúcha devido principalmente ao desempenho agrícola afetado pelo término das safras como a da maçã.
Os cinco municípios que mais geraram vagas formais em abril foram:
- Santa Cruz do Sul (825)
- Canoas (687)
- Venâncio Aires (357)
- Ijuí (193)
- Cachoeira do Sul (172)
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