A taxa de desocupação no Brasil atingiu o menor nível da série histórica da Pnad Contínua, chegando a 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025. Esse indicador representou uma redução de 0,4 ponto percentual em comparação com o trimestre móvel anterior (5,6%) e uma queda de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024 (6,1%). Todos os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No mesmo período, a população desocupada foi estimada em 5,6 milhões de pessoas, o menor contingente da série, apresentando uma diminuição de 7,2% no trimestre (menos 441 mil pessoas) e de 14,9% no ano (menos 988 mil pessoas).
Por outro lado, a população ocupada alcançou um recorde da série histórica, chegando a 103,0 milhões de pessoas. Esse total representou um aumento de 0,6% em relação ao trimestre anterior (mais 601 mil pessoas) e um avanço de 1,1% na comparação anual (mais 1,1 milhão de pessoas). Em consequência, o nível de ocupação atingiu 59,0%, também recorde, após variar 0,2 ponto percentual no trimestre (58,8%) e permanecer estável no ano (58,8%).
Brasil ainda tem 15 milhões de trabalhadores subutilizados
A taxa composta de subutilização registrou 13,5%, o menor índice da série, com uma redução de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (14,1%) e uma queda de 1,7 ponto percentual em comparação com o mesmo trimestre de 2024 (15,3%). A população subutilizada foi estimada em 15,4 milhões de pessoas, o menor contingente desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014 (15,3 milhões), demonstrando uma queda de 3,9% no trimestre (menos 627 mil pessoas) e de 11,9% no ano (menos 2,1 milhões).
A população subocupada por insuficiência de horas foi estimada em 4,5 milhões, apresentando estabilidade no trimestre e uma redução de 9,1% no ano (menos 457 mil pessoas). Já a população fora da força de trabalho totalizou 66,0 milhões, permanecendo estável no trimestre e com uma alta de 1,9% no ano (mais 1,2 milhão).
Desalentados têm menor índice desde 2015
O número de desalentados foi estimado em 2,6 milhões, o menor desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015. Esse contingente permaneceu estável no trimestre e registrou uma queda de 12,9% no ano (menos 386 mil pessoas). O percentual de desalentados foi de 2,3%, sem variação significativa no trimestre e com uma redução de 0,3 ponto percentual em comparação anual.
No mercado formal, o número de empregados no setor privado atingiu 53,0 milhões, representando um recorde da série, sem variações significativas no trimestre ou no ano. Entre os empregados com carteira assinada no setor privado (exceto trabalhadores domésticos), o total chegou a 39,4 milhões, também em um patamar recorde, permanecendo estável no trimestre e apresentando um aumento de 2,6% no ano (mais 1,0 milhão). Quanto aos empregados sem carteira no setor privado, foram estimados 13,6 milhões, mantendo-se estáveis no trimestre e com uma redução de 3,4% no ano (menos 486 mil).
O emprego no setor público alcançou 13,1 milhões, outro recorde histórico, com um crescimento de 1,9% no trimestre (mais 250 mil pessoas) e de 3,8% no ano (mais 484 mil pessoas). Por fim, o número de trabalhadores por conta própria totalizou 26,0 milhões, também em um nível recorde, com estabilidade no trimestre e um avanço de 2,9% no ano (mais 734 mil).
Taxa de informalidade e rendimento
A taxa de informalidade foi de 37,7% da população ocupada, o que equivale a 38,8 milhões de trabalhadores informais. Esse percentual ficou abaixo do trimestre encerrado em agosto (38,0%) e do mesmo período de 2024 (38,8%).
O rendimento real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.574, sendo esse um recorde da série. Esse valor apresentou um aumento de 1,8% no trimestre e de 4,5% no ano. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 363,7 bilhões, também em um patamar recorde, com um crescimento de 2,5% no trimestre (mais R$ 9,0 bilhões) e de 5,8% no ano (mais R$ 19,9 bilhões).
No trimestre de setembro a novembro de 2025, o contingente na força de trabalho foi estimado em 108,7 milhões de pessoas, mantendo-se estável nas duas comparações realizadas.
Na comparação com o trimestre anterior, houve um aumento da ocupação apenas no grupamento de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com uma alta de 2,6% (mais 492 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variações significativas.
Em relação ao mesmo trimestre de 2024, observou-se um aumento em Transporte, armazenagem e correio (3,9%, mais 222 mil pessoas) e em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (5,6%, mais 1 milhão). Por outro lado, Serviços domésticos experimentaram uma redução de 6,0% (menos 357 mil pessoas), permanecendo estáveis nos demais grupamentos.
