Justiça ordena funcionamento limitado dos ônibus em São Leopoldo após paralisação

O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) estabeleceu que, a partir de terça-feira (14), o transporte coletivo de São Leopoldo deverá operar com 50% de sua capacidade nos horários de pico. Esta decisão será válida somente se a greve dos rodoviários persistir após a assembleia programada para o fim da tarde desta segunda-feira (13).

A greve dos rodoviários teve início nesta segunda-feira (13), resultando em uma manhã sem ônibus urbanos circulando na cidade. Os trabalhadores decidiram paralisar suas atividades em busca de aumento salarial e mudanças nas condições de trabalho. Segundo informações do TRT-RS, cerca de 200 profissionais estão envolvidos no movimento.

Audiência no TRT-RS

A medida foi definida numa audiência de conciliação realizada por videoconferência pelo TRT-RS. Estiveram presentes representantes do Setransvale (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano do Vale dos Sinos), o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de São Leopoldo e representantes da Prefeitura Municipal.

Durante a audiência, o sindicato dos rodoviários afirmou que a greve continua e garantiu que todos os procedimentos legais para a sua realização foram seguidos. Além disso, foi anunciado que uma assembleia geral ocorreria no fim da tarde para discutir uma nova proposta apresentada pelas empresas.

Como não houve acordo entre as partes durante a reunião, o juiz estabeleceu um percentual mínimo de operação para garantir o funcionamento do serviço nos horários mais movimentados. O transporte deverá operar com 50% das linhas entre 6h e 9h e das 16h30 às 19h30, caso os trabalhadores decidam rejeitar a proposta das empresas e continuar com a paralisação.

Demandas

<pNa audiência, o sindicato patronal destacou uma defasagem tarifária de aproximadamente 25% no transporte coletivo da cidade e apresentou uma sugestão para um reajuste parcelado.

Após um intervalo para novas negociações, foi apresentada uma proposta revisada, que inclui um aumento de 2% nos salários e no vale-alimentação a partir de junho, seguido por um adicional de 4,5% no vale-alimentação em agosto e mais 4,5% no salário em novembro.

O sindicato dos trabalhadores argumentou que essa proposta não satisfaz as demandas da categoria, já que propõe um parcelamento da reposição inflacionária. Eles reivindicam a recomposição integral da inflação acumulada no período, estimada em 4,42%, além de um ganho real de 10%, um aumento de 20% no vale-alimentação, pagamento desse benefício durante as férias e o descongelamento do quinquênio.

A Prefeitura de São Leopoldo declarou que está acompanhando as negociações relacionadas à renovação do contrato do transporte coletivo, cuja validade termina em agosto. No entanto, informou que não pode assumir compromissos financeiros neste momento nem oferecer subsídios às empresas.

Foi acordado entre as partes que, caso a proposta seja aceita, não haverá desconto nos salários dos trabalhadores referentes à paralisação iniciada nesta segunda-feira.

By Acontece em Canoas

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