A busca por empregos com carteira assinada continua sendo a preferência dos brasileiros que estão à procura de trabalho. Uma pesquisa divulgada na última sexta-feira (10) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) revelou que 36,3% dos trabalhadores que tentaram conseguir uma vaga no mês passado consideraram o emprego formal como a opção mais atrativa.
Realizada entre 10 e 15 de outubro de 2025, a pesquisa foi conduzida pela Nexus e incluiu entrevistas presenciais com 2.008 indivíduos com 16 anos ou mais, abrangendo todas as 27 unidades da federação. A margem de erro registrada é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.
O trabalho autônomo ocupa a segunda posição nas preferências, com 18,7%, seguido pelo emprego informal, com 12,3%. O trabalho em plataformas digitais aparece em quarto lugar, com 10,3%, enquanto a abertura do próprio negócio atrai 9,3% dos entrevistados e a atuação como pessoa jurídica conta com 6,6%. Além disso, outros 20% afirmaram não ter encontrado oportunidades que considerassem interessantes.
Jovens priorizam a segurança da CLT
A atração pelo emprego formal se intensifica entre os jovens. Entre os participantes da pesquisa na faixa etária de 25 a 34 anos que buscavam trabalho, 41,4% indicaram as vagas com carteira assinada como as mais desejadas. Já entre aqueles de 16 a 24 anos, esse número foi de 38,1%.
A pesquisa também indica uma baixa mobilidade no mercado laboral. Dos trabalhadores já empregados, apenas 19,8% relataram ter procurado ativamente uma nova colocação nos trinta dias anteriores à realização das entrevistas. Este índice atinge 35% entre os jovens de 16 a 24 anos e diminui para apenas 9,2% entre pessoas acima dos 60 anos.
Por outro lado, o nível de satisfação referente à ocupação atual é elevado. Do total de trabalhadores entrevistados, impressionantes 95% manifestaram estar satisfeitos com suas posições atuais, sendo que desse total, 70,3% se dizem extremamente satisfeitos.
Trabalho em plataformas digitais é visto como renda adicional
Os dados também revelam que as atividades realizadas em plataformas digitais são percebidas mais como uma forma de complementar a renda do que como uma ocupação principal. Entre aqueles que consideram essa modalidade atrativa, cerca de 69,9% enxergam-na como uma fonte adicional de receita, enquanto apenas 30,1% a veem como seu principal meio de sustento.
Além das preferências quanto ao tipo de contratação, o estudo revela um cenário de incertezas sobre o futuro profissional. Mais de 40% dos entrevistados não souberam indicar qual ocupação imaginam ter em cinco anos; o percentual exato é de 42,7%.
No que diz respeito às habilidades digitais, constatou-se que 54,2% dos brasileiros possuem um nível considerado alto ou médio-alto em termos gerais. Para tarefas básicas esse índice sobe para 64,1%, enquanto nas tarefas mais complexas ele cai para apenas 44,5%.
