O investimento necessário para o sistema de proteção contra inundações em Eldorado do Sul foi revisado para R$ 1,1 bilhão, com o início das obras previsto apenas para 2027. Esse novo montante é mais que o dobro da estimativa anterior, que era de R$ 531 milhões.
Na última quinta-feira (30), o governo do Rio Grande do Sul revelou a atualização do anteprojeto, quase dois anos após a devastadora enchente que ocorreu em 2024.
Segundo o novo cronograma, a licitação deverá ser publicada no segundo semestre de 2026, com a expectativa de contratar ainda neste ano e iniciar as obras no ano seguinte. A duração prevista para a execução é de quatro anos.
Se não houver contratempos, a conclusão da proteção definitiva está projetada para ocorrer por volta de 2031.
Promessas de dique se arrastam há décadas
A lentidão na implementação do projeto ocorre mesmo com o município enfrentando enchentes frequentes ao longo dos anos. Em 2007, Eldorado do Sul já havia sofrido uma grande cheia, que inundou bairros inteiros devido ao transbordamento do rio Jacuí.
Um novo episódio severo aconteceu em 2013, quando a cidade foi novamente impactada por uma enchente. Desde então, a construção do dique passou a ser frequentemente mencionada em propostas e estudos governamentais.
A cidade também viveu novas cheias em 2015, 2016 e 2017, além de registros de inundações nos meses de setembro e novembro de 2023.
A maior enchente já registrada na região submergiu praticamente toda a cidade em maio de 2024.
O que prevê o projeto
A versão atualizada do projeto contempla a construção de um sistema com 8,6 quilômetros de diques, cuja altura será de 7,6 metros. Além disso, estão previstas quatro casas de bombas e quatro bacias de amortecimento, bem como um novo sistema interno de drenagem.
O plano também abrange cinco alteamentos viários e uma nova alça de acesso à BR-290, visando garantir a conexão com o município durante situações extremas de inundação.
Parques lineares e áreas públicas ao longo dos diques também fazem parte da proposta.
Antes que as obras possam começar, é necessário concluir a contratação do projeto executivo e passar pelos processos licitatórios. O financiamento será realizado pelo governo federal, enquanto o governo estadual ficará responsável pela execução das obras.
