Em abril, as exportações do Rio Grande do Sul para os Estados Unidos alcançaram 9%, uma significativa recuperação em relação aos 3,7% registrados em setembro do ano passado, logo após a implementação de tarifas adicionais. Esse aumento se deu após a redução das sobretaxas sobre produtos brasileiros, anunciada no final de fevereiro deste ano.
Esses dados estão disponíveis no Boletim Econômico-Tributário do Comércio Exterior, que é publicado pelo governo estadual através da Receita Estadual.
Apesar de um recuo na participação das vendas, a China continua a ser o principal destino das exportações gaúchas. Nos últimos 12 meses, o país asiático respondeu por 21,5% do total do comércio com o estado.
Além disso, ao longo dos últimos 12 meses, o Mercosul destacou-se como a região com maior crescimento nas exportações do Rio Grande do Sul. Em abril, a participação do bloco latino subiu de 17,6% para 20,1%, conforme indica o boletim.
Nos últimos 12 meses, a balança comercial do estado manteve saldo positivo. Entre maio de 2025 e abril de 2026, o saldo foi de US$ 9,2 bilhões, resultante de US$ 23,1 bilhões em exportações e US$ 13,8 bilhões em importações.
Aumento nas exportações de carne suína
Entre os produtos que tiveram alta nas exportações estão as carnes suínas (crescimento de 29%), carnes de frango (13,6%), cereais e grãos (8%) e tabaco (3,1%).
Analisando por setores industriais, os segmentos que mais se destacaram foram têxteis e vestuário (34,8%), papel (26%) e eletroeletrônicos (13,64%).
Crescimento na Fronteira Oeste
O boletim também apresenta uma análise regional das exportações. A Grande Porto Alegre continua em primeiro lugar no ranking financeiro com US$ 4 bilhões acumulados nos últimos 12 meses; entretanto, houve uma queda de 9,14% nas vendas externas.
A região Central foi a mais afetada com um declínio acentuado de 33%, reduzindo seu volume exportado para US$ 358 milhões. Em contrapartida, a Fronteira Oeste registrou um impressionante aumento de 62,3% nas exportações, atingindo US$ 332,7 milhões.
Dados sobre a dependência das importações
Em abril, a proporção de produtos fabricados no estado para suprir o mercado gaúcho atingiu o nível máximo dos últimos 12 meses: 51,2%. As importações corresponderam a apenas 5,8% desse abastecimento – o menor percentual registrado em um ano e abaixo dos 6,3% observados em agosto de 2025.
As compras realizadas junto a outros estados seguiram essa tendência de queda e passaram para 43%, comparado aos 44,7% do ano anterior.
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