Avanços no acesso à água no Brasil, porém saneamento ainda é deficitário para mais de 40% da população.

O acesso à água no Brasil foi ampliado, porém, o saneamento básico ainda apresenta atrasos e uma distribuição desigual desses serviços.

De acordo com dados mais recentes da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), em 2023, 98,1% da população brasileira tinha acesso à água potável segura, enquanto apenas 59,9% contava com esgotamento sanitário seguro no mesmo ano.

A desigualdade na distribuição desses serviços é evidente, especialmente fora dos grandes centros urbanos e em regiões mais desfavorecidas. Em áreas rurais, por exemplo, o acesso à água potável segura cai para 88%, mostrando uma disparidade significativa.

Nos recortes regionais, o acesso à água e saneamento também varia, com índices mais baixos no Norte e no Nordeste do país. Além disso, a população não branca tende a ter menos acesso a esses serviços, de acordo com a ANA.

O tratamento de esgoto no Brasil ainda é insuficiente, com apenas 57,6% do esgoto gerado passando por tratamento adequado. Isso significa que quase metade dos resíduos é descartada sem o devido tratamento, gerando impactos ambientais e de saúde pública.

A falta de acesso à água, saneamento e higiene ainda é mais prevalente em áreas rurais, periferias urbanas e em territórios historicamente excluídos, como aponta a ANA.

Mulheres e meninas acabam sendo mais afetadas pela escassez desses serviços, já que muitas vezes são responsáveis pelo cuidado da casa e da família em contextos de falta de água.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 da ONU tem como meta que, até 2030, os países garantam a disponibilidade e gestão sustentável da água e do saneamento para todos, ressaltando a importância desses serviços para o bem-estar geral da população.

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By Acontece em Canoas

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