No primeiro turno das Eleições 2026, o Rio Grande do Sul registrou uma abstenção de 21,35%, a mais alta desde que as estatísticas começaram a ser coletadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 1998. Entre os 8.522.545 eleitores habilitados, 1.819.642 não compareceram às urnas, enquanto 6.702.903 participaram da votação.
Esse índice representa um aumento pela sexta eleição geral consecutiva. Após uma queda de 14,94% em 1998 para 12,99% em 2002, a taxa subiu para 13,85% em 2006, alcançou 14,86% em 2010 e continuou a crescer: 16,79% em 2014, 18,14% em 2018, seguido por 19,78% em 2022 e agora atingindo os atuais 21,35% em 2026.
De 2002 até agora, a taxa de abstenção no Estado aumentou em 8,36 pontos percentuais. Em termos absolutos, o número de eleitores ausentes subiu de 955.150 para 1.819.642 durante esse intervalo, resultando numa diferença de 864.492 votantes que não compareceram.
Abstenção no Rio Grande do Sul desde 1998
Porto Alegre também registra o maior índice da série
Na capital gaúcha, Porto Alegre, a abstenção também alcançou um novo recorde em 2026, com um percentual de 23,99%. Isso significa que dos 1.064.200 eleitores habilitados na cidade, 255.333 não votaram e apenas 808.867 compareceram às urnas.
A trajetória da abstenção na Capital reflete um padrão semelhante ao observado no restante do Estado. O índice era de 14,84% em 1998 e apresentou uma queda para 11,87% em 2002; no entanto, subsequentemente aumentou nas seis eleições seguintes: registrando abstenções de 13,44% em 2006, subindo para 15,67% em 2010 e continuando com os seguintes números: 18,96% em 2014; passando por uma leve variação para chegar a 22,27% em 2018; então se estabelecendo em torno de 22,48% em 2022 e agora alcançando os atuais 23,99% em 2026.
Entre os anos de 2002 e o presente momento, Porto Alegre viu sua taxa de abstenção aumentar em impressionantes 12,12 pontos percentuais. Desde o ano de 2010, essa taxa permanece superior à média do restante do Rio Grande do Sul.

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